Estilos

DANÇA DE SALÃO

A dança social ou dança de salão é praticada por casais, em reuniões sociais e surgiu na Europa, na época do Renascimento. Pelo menos desde os séculos XV e XVI, tornou-se uma forma de lazer muito apreciada, tanto nos salões dos palácios da nobreza, como entre o povo em geral. É chamada de social por ser praticada por pessoas comuns, em festas de confraternização, propiciando o estreitamento de relações sociais de amizade, de romance, de parentesco e outras. De salão, porque requer salas amplas para os dançarinos fazerem livremente suas evoluções e porque foi através da sua prática nos salões das cortes reais européias que este tipo de dança foi valorizado e levado para as colônias da América, Ásia e África, sendo divulgado pelo mundo todo e transformando-se num divertimento muito popular entre diversos povos.

A dança de salão chegou ao Brasil trazida pelos colonizadores portugueses, ainda no século XVI, e mais tarde, pelos imigrantes de outros países da Europa que para cá vieram. Num país como o Brasil, com tão fortes e diferentes influências culturais, não tardaram a se mesclar contribuições dos povos indígenas e africanos, num processo de inovação e modificação de algumas das danças européias importadas, bem como de surgimento de novas danças, bem brasileiras.

O Rio de Janeiro, na medida em que foi capital do Brasil desde o período colonial até 1960, sempre foi o polo irradiador de cultura, modismos e inovações em geral para o resto do país.

Por Jussara Vieira Gomes

SAMBA

O samba nasceu nos morros do Rio de Janeiro, entre os negros ex-escravos e seus descendentes. Muitos pesquisadores apontam para os ritmos do maxixe, do lundu e da modinha como fontes que, quando sintetizadas, deram origem a esse ritmo.

O primeiro samba, Pelo telefone, de Donga, foi gravado no ano de 1917. Consta que é uma composição coletiva.

O samba representa, no Brasil, uma forte manifestação da cultura popular. Assim como o Brasil tem várias faces, o samba também possui diversas vertentes, segundo os ambientes culturais de cada região da cidade e do país.

Enfocamos a importância do samba como traço mais marcante da identidade desta cidade e como genuína usina geradora de movimento, explorando as diversas possibilidades coreográficas que esta modalidade pode proporcionar.

Professores: Gabriella Jacob, Kadu Vieira, Jorginho, Rosangela Pinheiro (Rô), Jefferson Bilisco, Viviane Soares, Isnard Manso

SAMBA NO PÉ

A fonte do sambar é africana, vindo junto com as levas de escravos de nossa história colonial. Porém, a originalidade do sambar não está em ter nascido do outro lado do Atlântico, mas em ter se modificado em terras brasileiras, de modo, que índios e até brancos pudessem também participar. Por isso, se os africanos trouxeram um samba “duro”, os brasileiros amaciaram os gestos, com “jeito” e “manha”, produziram o “gingado” característico de nossa brasilidade, o “jogo de cintura”,  está mais relacionado com uma noção de “esperteza” do que de preguiça ou displicência.  O passista da escola de samba é a figura do carnaval que incorpora essa malemolência do corpo na sua movimentação.

Professores: Gabriella Jacob, Kadu Vieira, Jorginho, Rosangela Pinheiro (Rô), Jefferson Bilisco, Viviane Soares, Isnard Manso

FORRÓ

A origem do forró é controversa. É certo que o ritmo nasceu no Nordeste e foi apresentado ao Sul do país por Luiz Gonzaga nos anos 40. Há a versão de que o nome viria dos dizeres “For All” (em inglês “para todos”).

A frase vinha escrita nas portas dos bailes promovidos pelos ingleses em Pernambuco, no início do século, quando eles vieram para cá construir ferrovias. Se a placa estivesse lá era sinal de que todos podiam entrar na festa, regada a rítmos dançantes que prenunciavam o forró de hoje.

Já o pesquisador Câmara Cascudo diz que a palavra forró vinha de forrobodó, expressão que em dialeto africano significa fresta, bagunça.

Professores: Gabriella Jacob, Kadu Vieira, Jorginho, Rosangela Pinheiro (Rô), Jefferson Bilisco, Viviane Soares, Isnard Manso

LINDY HOP

Lindy Hop é uma dança que surgiu entre 1920 e 1930, no Harlem em New York, como uma mistura de outras danças: o breakaway, o Charleston e o sapateado. Ele é dançado ao som principalmente de swing das Big Bands. O nome “lindy hop” surgiu do primeiro voo solo cruzando o Oceano Atlântico, realizado em 1927 por Charles Lindbergh. O feito teve tanto êxito e repercussão que Lindbergh tornou-se imediatamente herói nacional. Devido à coincidência com o surgimento dos primeiros movimentos da crazy dance, esta foi batizada de lindy (de Lindbergh) e hop (salto, pulo).

E foi do lindy hop, de sua enorme riqueza coreográfica, de seus loucos passos aéreos e solos que, mais tarde, a partir dos anos 50, surgiram os mais diferentes estilos de rock and roll e swing, como o jive, o rock acrobático e outras variações.

WEST COAST SWING

West Coast Swing é um estilo de dança derivado do Lindy Hop que evolui seguindo as tendências musicais de cada época.

O West Coast Swing é considerado por muitos a mais versátil das danças possibilitando a criatividade e improviso tanto para a dama como para o cavalheiro.  Uma de suas principais características é a dança em linha (em inglês slot) e a “elasticidade” dos movimentos, resultante da extensão-compressão dos movimentos do casal.

Nos anos 70 adotou um pouco do estilo da Disco e do Hustle. Atualmente o WCS é dançado tendo como suporte a maioria das músicas tocadas nas rádios incorporando diversos elementos do Hip Hop e do Jazz.

Professores: Rosangela Pinheiro (Rô)

SALSA

Salsa é uma dança sensual, quente, explosiva, romântica e principalmente muito divertida. A Salsa pode ser dançada individualmente, mas é geralmente dançada em pares. Aos passos básicos são adicionadas voltas e quedas o que torna esta dança particularmente exuberante! Existem vários estilos diferentes, o  Cubano, o Porto-riquenho, o de Nova Iorque, entre outros…

Os ritmos de Salsa são: o cubano, que realça bastante a cintura e a improvisação; o colombiano, com uma forte marcação de passos; e o porto-riquenho, dançado em linha, mais elegante e suave.

Verdadeiramente não existe nenhum ritmo que se defina como Salsa. A música a que chamamos salsa é uma mistura irresistível de ritmos latino-americanos e africanos. É uma “misturada” com um ritmo quaternário que tem como uma das suas bases o “son Cubano”.

Professores: Gabriella Jacob, Kadu Vieira, Jefferson Bilisco, Viviane Soares

BALLET

A palavra balé vem do inglês “ballet”, que por sua vez foi pega emprestada do francês por volta de 1630. Apalavra francesa tem sua origem na palavra italiana “balleto”, diminutivo de ballo (dança), que vem do latim ”ballare”, e significa dançar.

O balé surgiu no século XV, durante a Renascença, nas cortes italianas, embora o seu desenvolvimento tenha sido maior nas cortes francesas, no século XVII, durante o reinado de Luís XIV, fato que refletiu diretamente no vocabulário do balé. Apesar das grandes reformas de Noverre no século XVIII, o balé entrou em declínio na França depois de 1830. Entretanto ele continuou a ser aperfeiçoado na DinamarcaItália e Rússia.

Os estilos mais conhecidos de balé são o método russo, o italiano, o dinamarquês, o método Balanchine ou método New York City Ballet e os métodos Royal Academy of Dance e Royal Ballet School, derivados do método Cecchetti.

Clique aqui para saber mais sobre os benefícios que esta atividade traz para a sua saúde.

 

Professores: Ana Luíza Garcez, Cátia Cabral

BOLERO

A origem do Bolero é cubana. Suspeita-se que seu nome deriva da palavra espanhola “volero” (de volar= voar). O bolero tem rítmo quaternário. Ao mesmo tempo que seu estilo é cheio de alegria o bolero é romântico com fervura e muita suavidade.

Ele é dançado de forma simples e lenta sem muitas variações, só no Brasil é dançado de forma diversificada. Os casais dançam juntos, segurando um pouco mais os quadris e deslizando por todo o salão, lembrando uma caminhada em alguns momentos.

Professores: Gabriella Jacob, Kadu Vieira, Jorginho, Rosangela Pinheiro (Rô), Jefferson Bilisco, Viviane Soares, Isnard Manso

ZOUK

No Caribe, onde nasceu o movimento musical intitulado “Zouk”, que quer dizer festa em Kreole (dialeto da Martinica que mistura inglês, francês e dialetos africanos), dança-se esse ritmo de uma forma desconhecida para a grande maioria dos brasileiros, lá existe uma dança chamada “Zouk”.

Aqui no Brasil não se dança o ritmo Zouk da mesma forma que no Caribe, dança-se da mesma forma do ritmo Lambada, só que de forma mais lenta e sensual, mas os passos e movimentos são os mesmos

Este curso ofere aos iniciantes a oportunidade aprender as variações básicas deste rítmo sensual e envolvente.

Professores: Kadu Vieira, Jefferson Bilisco, Viviane Soares